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		<title>Existe Relação entre Próteses de Mama e Câncer?</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 02:58:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cirurgia Plástica]]></category>
		<category><![CDATA[Gran Clinic]]></category>
		<category><![CDATA[Prótese de Mama]]></category>

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		<description><![CDATA[Dr Fábio Busnardo Doutor em Medicina pela Universidade de São Paulo Cirurgião Plástico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Diretor Técnico da Gran Clinic O relato recente sobre problemas relacionados às próteses mamárias da empresa francesa PIP (Poly Implant Prothèse) trouxe preocupação para milhares de mulheres brasileiras.  A notícia de que existe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address><em>Dr Fábio Busnardo<br />
</em><em>Doutor em Medicina pela Universidade de São Paulo<br />
</em><em>Cirurgião Plástico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo<br />
</em><em><em>Diretor Técnico da Gran Clinic</em></em></address>
<p style="text-align: justify;">O relato recente sobre problemas relacionados às próteses mamárias da empresa francesa PIP (Poly Implant Prothèse) trouxe preocupação para milhares de mulheres brasileiras.  A notícia de que existe risco aumentado de rotura da prótese (ou implante), associado a eventual utilização pelo fabricante de silicone não aprovado para uso médico, atinge diretamente cerca de 12000 mulheres submetidas a cirurgias estéticas ou reparadoras em nosso país, nas quais as próteses deste fabricante foram implantadas. Existe entre estas pacientes o receio de rotura do implante e a dúvida quanto à necessidade de troca imediata das próteses. Entretanto, o maior medo está relacionado à possibilidade de que esses implantes (ou o silicone utilizado) possam dar origem a tumores malignos na mama.</p>
<p style="text-align: justify;">As próteses, ou implantes, mamários são utilizados desde a década de 1960 para cirurgias estéticas e reparadoras das mamas.  Inúmeros estudos demonstram que não existe relação entre o uso desses dispositivos e o aparecimento de câncer de mama. O FDA (órgão do governo americano que regula o uso de dispositivos médicos e medicamentos) publicou em junho de 2011 uma revisão sobre o tema. Essa revisão reforça a ausência de relação entre o uso de próteses mamárias e câncer.  Análise realizada na Europa evidencia que mesmo entre as portadoras dos implantes franceses da PIP não foi observada esta relação.</p>
<p style="text-align: justify;">Os tumores malignos da mama são muito frequentes em nossa população. Estima-se que uma entre 10 a 15  mulheres desenvolverá  câncer de mama durante sua vida. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer  é que neste ano  52.680 brasileiras serão diagnosticadas com este tipo de tumor. Portanto, é possível que mulheres com próteses mamárias recebam tal diagnóstico. Entretanto, a taxa de incidência é a mesma entre mulheres com ou sem os implantes. Um dos cuidados que mulheres com prótese devem ter é no exame para rastreamento de tumor da mama que toda mulher acima de 40 anos precisa realizar. A mamografia anual deve ser feita tal como em mulheres sem implante. Eventualmente, exames ultrassonográficos ou de ressonância nuclear magnética podem ser usados para complementar as informações da mamografia.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo procedimento cirúrgico necessita ser estudado e realizado com extremo critério. O uso das próteses não deve fugir a esta regra. Infelizmente, no caso dos implantes mamários franceses da PIP, o fabricante utilizou material diverso daquele aprovado pelas agências de vigilância na fabricação das próteses. A orientação do Ministério  da Saúde e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é que as pacientes com esse tipo de implante procurem seus médicos para esclarecimento e eventual troca das próteses. Entretanto, não devemos esquecer neste momento difícil o grande benefício que os implantes trouxeram à Medicina e à cirurgia reconstrutiva da mama nos últimos 50 anos. Estima-se que entre 5 a 10 milhões de mulheres no mundo tem implantes mamários para fins estéticos ou reparadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, à pergunta se existe relação entre o uso de próteses mamárias e o aparecimento de câncer de mama, podemos  responder que:  <span style="text-decoration: underline;">estudos com milhares de pacientes realizados nos últimos  anos indicam que <strong>NÃO</strong></span>.  A relação entre prótese de mama e câncer pode até ser encarada de maneira inversa.  Hoje, milhares de cirurgiões reparadores em todo o mundo tem nessas mesmas próteses um dos principais métodos para a reconstrução de mamas amputadas ou parcialmente retiradas para o tratamento do câncer. A reparação da mama possibilita que as mulheres encarem de forma melhor o difícil tratamento oncológico.  Além disso, proporciona  retorno digno e precoce a suas atividades habituais e convívio familiar sem o estigma de uma cirurgia mutiladora.</p>
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