A incidência dos tumores malignos da pele sofreu aumento significativo nas últimas décadas. Estatísticas atuais mostram que se trata do tumor maligno mais freqüente em humanos. Representa mais de 50% de todos os casos diagnosticados. Ou seja, o número de pacientes diagnosticados com câncer de pele é maior que a somatória de todos os outros tipos de tumores malignos combinados. Quase todos nós conhecemos algum familiar, amigo ou colega de trabalho que tenha tido o diagnóstico de algum tipo de câncer de pele.
A boa notícia é que este tipo de câncer, quando identificado precocemente e tratado de forma adequada, tem uma taxa de cura muito alta. Além disso, o diagnóstico de uma lesão maligna da pele em um estágio inicial permite o tratamento com terapias simples e efetivas. É freqüente a retirada do câncer de pele por meio de cirurgias de pequeno porte com anestesia local. Portanto, a procura por um médico especialista no tratamento deste tipo de tumor (cirurgião plástico, dermatologista ou oncologista) deve ser feita sem maior retardo quando a pessoa nota a presença de uma lesão suspeita.
Existem dois tipos principais de tumores malignos da pele. Os carcinomas representam o tipo mais comum (95% dos casos). Aparecem como lesões avermelhadas, em áreas propensas à maior exposição solar (face, pescoço e mãos). O outro tipo de tumor é o melanoma (4% dos casos). Apesar de mais raro é responsável por 3 entre cada 4 mortes provocadas por lesões malignas da pele. Frequentemente surge como um sinal ou mancha escura da pele
Como em todo tipo de câncer, a prevenção é a melhor estratégia. Sabemos que a principal causa dos tumores da pele é a exposição excessiva à luz ultravioleta (luz UV), seja ela proveniente do sol ou de fontes artificiais (lâmpadas de bronzeamento). As queimaduras provocadas pela luz solar são a maior causa para o aparecimento do câncer de pele. Evitar exposição excessiva ao sol, impedindo as queimaduras é a melhor forma de prevenir este tipo de tumor. O período compreendido entre as 10 e as 16 horas é aquele em que existe maior intensidade de exposição à luz UV, devendo ser evitado. O uso de chapéu, óculos e protetores solares adequados para cada tipo de pele também é fundamental. Porém, cuidado; o uso do protetor solar de forma isolada não vai evitar o risco de aparecimento da doença. Mesmo protegido, deve-se evitar a exposição excessiva ou em horário inadequado.
Como novidade na área temos os métodos digitais que funcionam como recursos auxiliares para o controle de sinais e manchas suspeitas na pele. Este sistema realiza o mapeamento de sinais e manchas da pele através de fotos digitais, utilizando-se de câmaras acopladas a lentes especiais. Um programa computadorizado analisa as características microscópicas da lesão. Todos estes dados são registrados e armazenados em um computador, permitindo comparar as características desta lesão em futuras avaliações. Pequenas variações nas características de um sinal podem ser indícios de sua transformação em um câncer de pele. Estes métodos de análise computadorizada auxiliam o médico na detecção precoce dessas alterações, possibilitando o diagnóstico precoce e o seu tratamento eficaz.