A elevação da expectativa de vida da população brasileira ocorrida nas últimas décadas levou ao aumento das doenças relacionadas ao envelhecimento como a osteoporose.
A osteoporose é uma doença caracterizada pela perda gradual de massa óssea e conseqüentemente pelo enfraquecimento da estrutura dos ossos e aumento no risco de fraturas. Ela acomete mais comumente mulheres após a menopausa (quando o organismo diminui drasticamente a produção de hormônios como o estrogênio, que ajudam a preservar a massa óssea) e pacientes de ambos os sexos com mais de 65 anos de idade. Aproximadamente 70% das mulheres e 40% dos homens acima de 80 anos apresentam esta doença.
Alguns fatores de risco associados à osteoporose são:hereditariedade, baixo peso e estatura, pessoas brancas e orientais, sedentarismo, dieta pobre em cálcio, dieta com excesso de proteínas (carne vermelha) e fosfato (refrigerantes), uso crônico de medicamentos a base de corticóides, tabagismo, alcoolismo, uso exagerado de cafeína e menopausa precoce. Doenças metabólicas, reumatológicas ou hormonais também podem causar a osteoporose. Portanto, é muito importante que as mesmas sejam pesquisadas a partir do momento em que é diagnosticada a doença. O principal exame diagnóstico é a densitometria óssea que avalia a densidade mineral óssea na coluna lombar e no fêmur. Exames de sangue e de imagem (radiografia e tomografia) muitas vezes são necessários também para descartar outras doenças associadas.
Ao contrário do que muitos acreditam, a osteoporose é uma doença silenciosa e assintomática e muitas vezes é diagnosticada apenas depois que o paciente apresenta uma fratura óssea. Infelizmente este diagnóstico é considerado tardio, pois a osteoporose já está avançada. As fraturas mais comuns são na coluna lombar, fêmur e punho, sendo as duas primeiras geralmente mais graves e com pior prognóstico em relação à recuperação e retorno às atividades que o paciente fazia antes da fratura.
Para a prevenção e o tratamento desta doença é fundamental a mudança nos hábitos de vida. Exercícios para ganho de massa muscular, dieta com alimentos ricos em cálcio (como leite e seus derivados e também verduras como repolho, brócolis e agrião), diminuição do consumo de refrigerantes, carne vermelha e cafeína, banhos de sol diários para a produção de vitamina D e eliminação do tabagismo e alcoolismo são portanto imprescindíveis para evitarmos a doença ou para o seu controle. Na vigência da doença já instalada, além destas medidas, são prescritos medicamentos para o ganho de quantidade e qualidade de massa óssea.
Levando-se em consideração as informações acima, concluímos que pessoas de qualquer faixa etária devem buscar orientação médica caso apresentem um ou mais fatores de risco relacionados à osteoporose.