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Novo tratamento para Sinusite

Drº. Wellington Yugo Yamaoka
crm 97.305
Otorrinolaringologista – Gran Clinic

A Sinusite é decorrente de um processo inflamatório dos seios da face, causado, em grande parte, pelo fechamento de seus orifícios de drenagem. Afeta cerca de 37 milhões de norte-americanos por ano e caracteriza-se por congestão nasal, drenagem de secreção pelas narinas ou para a garganta, dor de cabeça e na face, fadiga, alteração do olfato e tosse. É classificada como aguda quando a duração dos sintomas é menor do que 4 semanas, e crônica, quando não há melhora após 3 meses.

De início, seu tratamento é medicamentoso, com antibióticos associados a corticosteróides, descongestionantes e irrigação nasal. Esse tratamento auxilia no alívio dos sintomas. Porém, em 20% a 25% dos casos ele não é suficiente. Para estes pacientes, a abordagem cirúrgica faz-se necessária.

Atualmente, o tratamento cirúrgico de escolha para a Sinusite é a cirurgia endoscópica funcional dos seios da face, conhecida pela sigla FESS. Trata-se de procedimento simples, rápido, praticamente indolor, e que não necessita de uso de tampões nasais ou incisões externas. Entretanto, apesar de pouco invasiva, é uma técnica que requer o uso de instrumentos rígidos de metal e a remoção óssea e tecidual, com o intuito de abrir os orifícios dos seios bloqueados. Por conta disso, ainda que raramente, podem ocorrer sangramentos, formação de crostas e aderências no pós-operatório, levando à falência do tratamento.

Com o intuito de melhorar ainda mais os resultados pós-operatórios e o conforto do paciente, já está disponível no Brasil uma evolução da cirurgia endoscópica FESS para Sinusite: a sinuplastia por balão. Trata-se de procedimento baseado no mesmo princípio da angioplastia, na qual realiza-se a dilatação de balões nos locais obstruídos.

A sinuplastia utiliza um cateter com balão, pequeno e flexível, que é locado no orifício do seio bloqueado. Quando ele é insuflado, promove a reestruturação e abertura do seio, restaurando drenagem e função, de forma fisiológica, muitas vezes sem remover ossos e tecidos. Isso leva a redução no risco de sangramento, de formação de crostas e aderências, permitindo uma recuperação mais rápida e confortável para o paciente.